01/12/2003 21:53
Perséfone

Subo as escadas proibidas e não estou sozinho, ela me acompanha!
Ao avançar pelo corredor da vida sinto algo que em meu peito faz arder.
Atravesso paredes estranhas e outras absurdas e familiares,
Chegando a um lugar que não há, nem é e nem nunca será!
Olho nos olhos da minha companheira e vejo refletir imagens,
Quando me viro, imagens aterradoras se delineiam para mim,
Nesse momento, minhas mãos adormecem, gelam e morrem.
Quando minha companheira toca nas minhas mãos mortas, mortas permanecem!
Há todo um esforço dela para reavivá-las, mas é em vão.
Palavras inelegíveis passam por essa tela do esquecimento,
O que lembro realmente aconteceu? E o que é ISSO que me faz esquecer?
Digo que significados não interessam a mim, por que não querer entender?
Negar o medo real, o afeto desse sonho é continuar no sonho.
Quem é esse que quer esquecer e ISSO que me faz querer lembrar?
Ganho algo nesse sofrimento, com uma barganha entre a verdade e o prazer!
O que não vejo, não me preocupa, mas por que ainda sinto esse temor?
Por um caminho subi, mas como descer, quem será que vai me responder?
Enquanto caminho nas alturas, sinto que além das mãos quem morre sou eu,
Quero cair, me jogar, voar bem perto das estrelas, viver ou morrer?
Procuro uma resposta nela, mas sei agora que ISSO está em mim!


enviada por Hades






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