13/11/2003 21:52
Imaginário

Ainda em dor, sei que a calamidade está por vim:
Anjos choram flores mortas e céus púrpuras por mim,
Rompe o caos sobre a face rasgada de um deus.
Sonhar refugia os covardes dos medos seus!
Uma deusa morde a fruta rubra da mentira,
Essa marcha fúnebre é minha cantiga de ninar.
Chove realidade, doçura, lágrimas e ira!
Ela espera minha indulgência para me matar,
Sem sua máscara de medo, loucura e decadência.
Anjos caídos aos meus pés suspiram o indizível ao meu ouvido!
Eu vou perder o inverno, mas não estou arrependido,
Pois todas as lembranças terminam em demência.
Enquanto, Perséfone cai, eu não respiro.
Eu não entendo, você cantou para mim seu último suspiro?
O que é real e imaginário, mentira e verdade?
Dentro de você em vez de alma é o vazio que é realidade
enviada por Hades






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